domingo, 11 de setembro de 2011

Guerra dentro de mim

Eu pensei que nunca mais sentiria aquela dor, a dor do buraco enorme no meu peito, o de sempre. Eu pensei que as cicatrizes estavam totalmente cicatrizadas. Já sabe? Eu estava enganada, mas não só enganada, enganadíssima, íssima, íssima. Tava tudo quebrado, lascado e rasgado dentro de mim, uma guerra na minha alma, só que a guerra passava por despercebida, sem tiros, ou mortes. Bom, talvez, mortes somente dos sentimentos, da confiança, da fé. Essas aí morreram há um tempo. Mas a guerra não deixava de existir, dentro de mim, cada vez que ele sorria, ou falava algo, ou se eu sentia o seu cheiro, ou o avistava de longe.

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