sábado, 13 de abril de 2013

Paixão servida fria

Por que amar tem sempre que doer tanto? Parece que Deus não me dá uma folga, é inevitável: sempre eu tenho que sofrer. Inicialmente, acho isso péssimo, faço birra, choro e bato o pé no chão, mas depois, com um pouco de maturidade ainda restante em mim, lembro-me que acaba sendo o melhor assim. Sou uma garota cheia de dores.
O meu primeiro amor foi uma tremenda decepção: após descobrir que ele era gay e de que eu não pude aceitar isso muito bem, tornando minha relação com ele uma certa obsessão, percebi que amar é sofrer, e me perguntei se algum dia eu acharia alguém que não me fizesse sofrer desta forma; que me trouxesse paz.
Depois de muito tempo, garotos vem, garotos vão, de repente, um garoto vem e fica. Falo com ele desde o ano passado. Após negar inúmeras vezes para mim mesma de que não estava apaixonada, e que não era um daqueles clichês do tipo "eu não tô apaixonada por ele, eu só gosto dele", no fina das contas, nunca é verdade, você tá mesmo apaixonada e é quase impossível fugir deste eterno clichê. Mas por que pagar este preço? Sofrer? Quando você percebe que ele gosta de você, que se importa com você, e você tá lá toda saltitante e alegre, parece que alguma força cósmica fala: "não, porra, você tem que sofrer mesmo, ninguém gosta de você, sua idiota!" e tudo desmorona, dúvidas começam a serem constantes, ansiedade vira rotina e a saudade vem todo dia pra lembrar que ela chegou. A indiferença e a indecisão doem muito mais que um "eu te odeio", porque, de uma forma estranha e inexplicável, o ódio, propriamente dito, na maioria das vezes não é ódio mesmo, a indiferença também não, porém causa muito mais insegurança. E o que nós, garotas, devemos fazer? Com certeza, não é ficar mandando SMS pra ele o tempo inteiro, e caso ele não responda, minha amiga, pare, e não insista, acredite, ando aprendendo isso da melhor forma, pois fiz isso também recentemente, e o resultado não é muito favorável. Conversei com a minha mãe hoje a noite - e, nossa, como eu gosto de conversar com ela -, e ela me disse que o segredo pra fazer um homem correr atrás de você é tratar ele com secura, frieza, às vezes eles precisam disso, o ser humano em geral precisa. O ser humano é um bicho estranho, viu? Só dá valor quando perde, quando é ignorado, quando vê que tá fazendo falta, não dá valor ao que já tem. Como dizia o Caio "Mas não te procuro mais, nem corro atrás. Deixo-te livre para sentir minha falta, se é que faço falta… Tens meu número, na verdade, meu coração, então se sentir vontade de falar comigo ou me ver, me procura você."

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

As (des)vantagens de gostar de alguém

O ato de gostar de alguém. Simples, sereno, complexo e incontrolável. Eu, desde que me entendo como adolescente, venho fracassado neste ato. Será se o problema sou eu? Ou são esses garotos? Será que algo bom me aguarda? Eu sou paciente, cada vez levo mais tombos, mas também, cada vez fica mais fácil de me levantar. Eu vivo cansando, porque cansar é melhor do que sofrer por desistirem de mim. Mas criamos um laço forte por uma rede social, parecíamos termos nos conhecido há anos. Engraçado, ele(s) desiste(m) muito fácil de mim, eu sou algum tipo de ameaça? Eu tenho um lado paranóico, meloso e grudento, mas tenho guardado estes comigo, todos enfileirados na prateleira, o que faz alguém desistir assim de mim? Eu só quero entender porque a vida tem sido tão rude comigo desde então nesta questão amorosa. Parece que antes de eu gostar de alguém, uma voz me sinaliza: "Você vai sofrer, garota, seu coração não cansa, não?" e eu respondo "Cansa não, moço, ele sempre quer levar mais um soco, uma porrada, porque ele é assim, meio imbecil, meio esperançoso", e é verdade, eu sabia que ele seria encrenca pra mim, porque dentro daquele sorriso meio bobo, e de um senso crítico apuradíssimo, ele também é um garoto, otário, imbecil, como todos os outros e que, depois de me iludir o suficiente, me largaria de mão, como se eu fosse um nada. Mas desta vez foi diferente. Foi diferente de todas as outras vezes em que sofri por me largarem de mão. Desta vez a ficha caiu tão rápido e nem foi necessário lágrimas, desabafos, e stalkear o dia inteiro o perfil dele. Desta vez eu levantei a cabeça, abri um sorriso e continuei andando, porque eu não consigo mais conviver com pessoas que só querem algo pela metade, eu já disse: "Não quero metade de nada, nem de laranja e nem de gostar, eu quero é por inteiro!", e sinceramente, eu estou bem. Tirando o fato de de vez em quando a saudade vir aqui, e me fazer lembrar de todas as possibilidades, eu estou bem, e reajo retrucando-lhe: "Eu não preciso de ninguém que não precise de mim".E é mesmo, e sabe o amor-próprio? Então, tô ficando com ele, e a nossa relação anda ótima!

sábado, 12 de janeiro de 2013

A paranóia afável também gosta

Aprendi a desgostar. De tudo, de todos, e de repente ele apareceu. Ele, assim, todo sem jeito, meio babaca (daquele jeito babaca de menino) e chegou me conquistando. Não, eu não estou apaixonada, ou amando (ou não ainda), mas é a primeira vez em tempos, ou talvez a primeira vez, em que gosto de alguém de verdade. Digo, gostar mesmo, mas não ao ponto de me apaixonar, mas gostar de conversar, porque a conversa dele é reconfortante, e gostar de ver que eu voltei à ativa novamente, e saí daquele desespero de me apaixonar toda a semana. Eu não sou mais a mesma, ainda bem. Mudei demais, e hoje vivo tentando encontrar quem realmente sou, e, pra falar a verdade, ele me ajudou um pouco nessa jornada. Há pouco tempo atrás, eu estava conversando com ele sobre seriados, dos quais ele gosta, e então ele me indicou um que definitivamente mudou a minha forma de me ver: Dexter. Esse seriado não só é perfeito, sublime e com uma temática interessantíssima, como também me ajudou a ver o quanto é difícil achar quem você realmente é, que não sou a única e como a gente pode se descobrir. Pois bem, eu normalmente não converso com um garotos assim, e dessa vez eu não me iludi, talvez tenha sido isso, eu tô conseguindo fazer a coisa certa, sabe? Depois de muito tempo, desaprendendo a gostar de alguém, sendo leiga neste assunto, sinto que consigo fazer valer à pena, e ele também. Eu não gosto de me precipitar, porque de repente se eu penso na ideia de pensar em que ele gosta de mim, tudo desmorona, é sério, sai tudo errado. (Merda de Lei de Murphy), mas eu acho que o sentimento é recíproco, e não quero estar enganada.
Eu só não quero estragar tudo com o meu jeito meio paranoico e dramático de ser, mas me parece que ele gosta desse meu lado, ou a pouca parte que viu dele. Ele parece gostar de mim, mesmo eu sendo eu, essa paranoia ambulante, que agora não parece tão paranoica assim como antes. A paranoia mudou, e agora ela parece mais quieta, sedada. E quando tudo parece estar dando certo, a gente desconfia, achando que tem alguma coisa por trás, e alguma voz sussurra: " Tá perfeito demais pra ser verdade, esquece, vai dar merda. ". Eu só quero que alguém goste de mim, de verdade, não precisa ser amor, não precisa ser paixão, mas eu quero que alguém se interesse por essa paranoia afável, e eu não quero perder uma das únicas coisas que está me acontecendo de bom, porque eu já perdi demais, eu já me perdi demais, agora eu só quero achar alguém. Eu só quero me achar.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Shoppings, originalidade e fatalismo

Finalmente acabou aquela correria de fim de ano, provas, provas finais, recuperação (...). Consegui passar e agora estou livre! Ou quase. As minhas férias não tem sido como eu planejei (sério, planejei uma lista com mais ou menos 20 itens sobre o que fazer nas férias) e ainda não cumpri nada desta lista! Estou um pouco aborrecida, pois ninguém pode sair, qual foi? Em plenas férias! Acho que estamos muito limitados numa cidade tão grande, quando alguém chama pra sair já perguntam: " Vamos pro Shopping? ". Oh, claro, porque o mesmo eu iria querer ir ao Shopping? Bom, eu gosto de Shoppings, e já os frequentei muito, mas isso começa a ficar repetitivo, e as pessoas parecem que não tem outra opção há não ser ir ao Shopping. Ok, tenho meus motivos para não ir ao Shopping, como: Pessoas ficam me encarando o tempo todo, e sempre aparece aquele professor que foi fazer compras de Natal para toda a família, e de repente você sente que deve evitá-lo, ou como um ex-paquera seu está por lá com os amigos e você não sabe se enfia a cara no lixo ou sai correndo. Outro motivo? A movimentação. Parece que todo mundo de repente tem a genial ideia de ir ao Shopping, mesmo sendo dia de semana. Ok, eu sei que está em época de Natal, comprar presentes, mas não me dirijo somente a esta situação, não! As pessoas na verdade nem sabem o que vão fazer no Shopping, muito menos em plenas férias, os adolescentes ficam perambulando por lá, se arrumam todos, para causar uma boa impressão - para quem, eu realmente não sei -, ou vão ao Cinema. Oh, o Cinema. É realmente algo fantástico, mas você começa a perceber que a mágica desaparece quando você se dá conta que assistiu todos os filmes que estão em cartaz. Então, você vai tomar um sorvete, ou comer um hambúrguer do Mc Donald's e vai direto para a livraria ( A Cultura, no caso ). Eu não entendo essa galera, vai no Shopping, vai na livraria do Shopping, mas não compra nenhum livro, e tenta enganar as pessoas se passando de Hipster's, achando que são intelectuais, reservados e originais agindo assim. Sinceramente, isso é uma tolice. Mas enfim, o que eu quero dizer é que as pessoas não estão realmente limitadas, elas é quem se limitam, por quê não ir à praia? Ou sei lá, visitar um Centro Histórico, caso você não goste, procura alguma coisa nova pra fazer, porque é cansativo. Não, eu não me incomodo se as pessoas pagam de Hipster, ou que vão à Shoppings o tempo inteiro, isso não é da minha conta, mas quando alguém me chama para fazer programas como estes REPETIDAMENTE, eu me importo, oh, eu realmente não gosto disso. As pessoas deviam pensar mais nisso, ou menos, eu não sei, mas repetição, para mim, é fatalismo. Eu quero criatividade, eu quero originalidade! O mundo precisa de menos cópias humanas, e sim de mais mentes originais, por favor.

domingo, 25 de novembro de 2012

E...Como assim?

Como assim? Eu nao to entendendo. Ontem, num Sábado, eu de camisao, entediada, me aparece no chat do Facebook a mensagem de um garoto, aparentemente lindo, e decide falar comigo. " Oiii ", oi? E assim nasceu uma conversa, eu digo, uma conversa de verdade. Pode ser preciptacao de minha parte, mas, cara, ele curte How I Met Your Mother, procurei esse tempo todo alguém que gostasse da série! Ok, se segura, nada de expectativas. Mas nao dá, e o papo foi crescendo, evoluindo, amadurecendo, e foi ficando cada vez mais íntimo, mais reconfortante. E  a síndrome de " preciso-me-casar-com-ele " surge, argh, eu preciso me controlar, já passei por isso antes. Mas é realmente difícil, e ele, com suas poucas palavras, foi colorindo o meu tédio, foi fazendo com que ele evaporasse aos poucos, e comecei a me interessar. O que tá acontecendo comigo, Senhor? Ele é bonito, tem um bom papo, e nao é gay, alguém me explica?! Expectativas sao uma grande merda, mas é realmente difícil e tentador em nao pensar num futuro (ok, pode ser próximo) com um cara desses. Imagina num cara, que voce conhece em um dia, já tá trocando SMS contigo no celular, te chama de minha pequena, minha princesa sem soar brega, e voce se sente a garota mais segura de todo o mundo, alguém me explica, por favor? E que te chama de fofa, maravilhosa, e quer te cuidar, alguém pode me explicar? Ok, garota, por favor, se segure, voce sabe que consegue se segurar. Acho estranho ele me achar engracada, porque ninguém nunca realmente achou, passei os últimos 13 meses pensando no fato de que tudo o que o amor faz é partir, queimar e acabar, mas num Sábado, conversando por uma rede social, eu vi isso recomecar.


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Expectativas, amor e outras drogas.

Expectativas. Estou convicta que criar expectativas gera um estranho paradoxo ainda não nomeado sobre estas, que acabam borrando maquiagens e comprimindo estômagos. É como se fosse um campo energético, eu não sei, só sei que alguém devia se aprofundar nisto. Bom, já faz um tempo que um grande amor da minha vida transformou-se num alguém que eu conheci. Após muita dor e sofrimento, simplesmente passou. É realmente hilário quando olhamos para esta pessoa, dominamos a arte de não sentir nada e pensar: " Eu amei mesmo esse treco? ". Pois bem, o amor nos cega de uma forma absurda e quase irreversível.
Já faz um tempo em que não me interesso por alguém, o amor faz isso conosco, eu acho. Mas agora eu quero arriscar e não pensar demais, porque pensar demais causa consequências arrasadoras. Eu quero não ligar para o que foi ou o que será. Quero viver o presente, e assim mesmo, em toda a sua plenitude.