sábado, 12 de janeiro de 2013

A paranóia afável também gosta

Aprendi a desgostar. De tudo, de todos, e de repente ele apareceu. Ele, assim, todo sem jeito, meio babaca (daquele jeito babaca de menino) e chegou me conquistando. Não, eu não estou apaixonada, ou amando (ou não ainda), mas é a primeira vez em tempos, ou talvez a primeira vez, em que gosto de alguém de verdade. Digo, gostar mesmo, mas não ao ponto de me apaixonar, mas gostar de conversar, porque a conversa dele é reconfortante, e gostar de ver que eu voltei à ativa novamente, e saí daquele desespero de me apaixonar toda a semana. Eu não sou mais a mesma, ainda bem. Mudei demais, e hoje vivo tentando encontrar quem realmente sou, e, pra falar a verdade, ele me ajudou um pouco nessa jornada. Há pouco tempo atrás, eu estava conversando com ele sobre seriados, dos quais ele gosta, e então ele me indicou um que definitivamente mudou a minha forma de me ver: Dexter. Esse seriado não só é perfeito, sublime e com uma temática interessantíssima, como também me ajudou a ver o quanto é difícil achar quem você realmente é, que não sou a única e como a gente pode se descobrir. Pois bem, eu normalmente não converso com um garotos assim, e dessa vez eu não me iludi, talvez tenha sido isso, eu tô conseguindo fazer a coisa certa, sabe? Depois de muito tempo, desaprendendo a gostar de alguém, sendo leiga neste assunto, sinto que consigo fazer valer à pena, e ele também. Eu não gosto de me precipitar, porque de repente se eu penso na ideia de pensar em que ele gosta de mim, tudo desmorona, é sério, sai tudo errado. (Merda de Lei de Murphy), mas eu acho que o sentimento é recíproco, e não quero estar enganada.
Eu só não quero estragar tudo com o meu jeito meio paranoico e dramático de ser, mas me parece que ele gosta desse meu lado, ou a pouca parte que viu dele. Ele parece gostar de mim, mesmo eu sendo eu, essa paranoia ambulante, que agora não parece tão paranoica assim como antes. A paranoia mudou, e agora ela parece mais quieta, sedada. E quando tudo parece estar dando certo, a gente desconfia, achando que tem alguma coisa por trás, e alguma voz sussurra: " Tá perfeito demais pra ser verdade, esquece, vai dar merda. ". Eu só quero que alguém goste de mim, de verdade, não precisa ser amor, não precisa ser paixão, mas eu quero que alguém se interesse por essa paranoia afável, e eu não quero perder uma das únicas coisas que está me acontecendo de bom, porque eu já perdi demais, eu já me perdi demais, agora eu só quero achar alguém. Eu só quero me achar.

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